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Joinville é a primeira cidade do Sul do Brasil a adotar tecnologia da Fiocruz no combate ao mosquito da dengue

  • EBC -

A Prefeitura de Joinville, por meio da Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde, iniciou nesta quinta-feira (10/12) a instalação das Estações Disseminadoras de Larvicidas em cidade. Serão colocados nesta primeira etapa 569 estações em imóveis localizados nos bairros Guanabara, Fátima, Petrópolis, Boa Vista e Paranaguamirim, na zona Sul. Depois serão ampliados para outras regiões da cidade. 

A Estação Disseminadora de Larvicida consiste em um pote plástico recoberto com tecido preto, impregnado com um larvicida em pó, dentro do qual se coloca uma certa quantidade de água. Os mosquitos são atraídos pela água e, ao pousarem na superfície da Estação, partículas do larvicida são aderidas às pernas e corpo dos mosquitos, que acabam levando esse produto para outros criadouros e, com isso, conseguem matar larvas e pupas, inclusive em criadouros que muitas vezes não poderiam ser localizados pela população e equipes de vigilância. 

Essa tecnologia foi desenvolvida pela Fiocruz - Amazônia, que está dando suporte técnico à Prefeitura de Joinville. A atividade é realizada em parceria com a Associação de Municípios do Nordeste de Santa Catarina (Amunesc) e envolvem agentes de combate a endemias de cidades da região. Durante esta semana os agentes da região foram capacitados pela equipe da Fiocruz. O evento foi realizado na Amunesc. 

Joinville é a primeira cidade do Sul do Brasil a adotar este sistema de erradicação do mosquito transmissor da dengue. A cidade está com 8,7 mil casos confirmados da doença em 2020. Por isso a priorização deste novo sistema de prevenção. 

As estações serão monitoradas mensalmente pelos agentes da Vigilância Ambiental para a manutenção da mesma. Durante um ano será feito o monitoramento dos casos para avaliar se houve a redução dos focos do mosquito. A expectativa é que, dentro de três meses, começa haver a diminuição da reprodução dos mosquitos na cidade. 

A coordenadora da Vigilância Ambiental, Ana Alice Borba, informa que essa tecnologia será complementar a outras técnicas de controle atualmente empregadas em Joinville. "Vamos manter o monitoramento nas 1.450 armadilhas, além das vistorias nas residências. A população deve seguir com as ações preventivas para não deixar a água acumulada ", ressaltou a coordenadora. 


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